Alta real do mínimo no Brasil ficou entre piores da América Latina, diz OIT
Poder de compra do salário mínimo no país aumentou 1,4% em 2011
O Brasil registrou em 2011 um dos piores desempenhos do poder de compra do salário mínimo entre os países da América Latina, informa relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira (12).
De acordo com o documento, o poder de compra do salário mínimo real no Brasil registrou aumento de 1,4% de janeiro a outubro de 2011 na comparação com igual período de 2010. Entre os 18 países analisados, o resultado do Brasil só foi superior ao da Colômbia, onde o mínimo real teve elevação de 0,2% no intervalo, e ao do Panamá, onde houve perda de 5% no poder de compra.
O relatório aponta, no entanto, que o resultado verificado no Panamá se deve, em parte, à sua política de reajuste, que é bienal.
O índice brasileiro foi inferior inclusive à média da elevação do salário mínimo real na região (7,1%). A Argentina registrou o maior aumento do salário mínimo real: 22,4%. Em países como Bolívia, Peru e Uruguai, a variação ficou acima dos 10%.
| Aumento real do salário mínimo em 2011 | |
| PAÍS | VARIAÇÂO |
| Argentina | 22,4% |
| Bolívia | 13,2% |
| Brasil | 1,4% |
| Chile | 2,3% |
| Colômbia | 0,2% |
| Costa Rica | 2,7% |
| Equador | 5,1% |
| El Salvador | 2,7% |
| Guatemala | 5,9% |
| Honduras | 17% |
| México | 2,2% |
| Nicarágua | 13,3% |
| Panamá | - 5% |
| Paraguai | 5,6% |
| Peru | 11,9% |
| Rep. Dominicana | 8,8% |
| Uruguai | 16,4% |
| Venezuela | 2% |
| Média América Latina | 7,1% |
| Fonte: OIT | |
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