25 de fev. de 2012

Artigo - Democracia ou Tolerância


Democracia ou Tolerância
Por Francesco Costa


A problemática é ainda maior quando a culpa é constantemente transferida, deixando a coletividade em busca de um culpado. Por mais que se faça em uma cidade que cresce aceleradamente o problema é invencível. Afinal junto com o crescimento de Parauapebas cresce também seus problemas.
É o trânsito que por mais que se instale semáforo não reduz os acidentes; é o sistema de abastecimento de água que mesmo com sua ampliação continua deixando descontentes; sem falar nas escolas que por mais que se construa ou alugue prédios para a adaptação de anexos dá muito o que falar!!!
A segurança pública, então... Esta coitada, só não é mais falada por ter um nome só e por enquanto não encontraram apelido que aceitasse alguém assim tão achincalhado. O prefeito investe, ou melhor, ajuda uma vez que esta é obrigação do Estado que por sua vez está longe da realidade que vivemos. Os comandantes dizem agir com seus, segundo eles poucos, homens nas ruas. Policiais prendem menores infratores, mas o sistema, cheio de “direitos humanos”, aliado ao conselho tutelar e a pais tolerantes devolve estes “aprendizes de delinqüentes” às ruas. Os maiores de idade quando se tornam presos de justiça, a espera de julgamento, dão um jeitinho de escapar pelos buracos ou, agora, pela porta da frente.
Autoridades de Segurança Pública sinalizam a construção de presídio, mas autoridades políticas discordam sem justificar, muito bem, os motivos. Alguns citam o método usado pelo município vizinho, Curionópolis, no governo anterior, como solução, mas alguns parecem preferir os sobressaltos de bandidos à presença de um “ditador”.        
As estatísticas apontam o aumento da criminalidade, mas os sociólogos não apresentam diagnósticos da causa. Os discursos políticos dão conta de que a solução está em investir em educação, mas se vê também bandidos intelectuais arquitetarem grandes ações corruptas. “Vamos fazer a inclusão digital!” Afirmam os políticos mais otimistas, mas logo se vêem jovens rackers, surgindo como batatas, se infiltrando em entidades e unidades econômicas causando danos incalculáveis.  
Antes da democracia o povo lutava pela liberdade, agora vivem clamando pela construção de presídios; quando o povo não tinha escola culpava a ignorância, hoje crucificam o excesso de conhecimento. Sabe-se por tanto que não se faz omelete sem quebrar os ovos, e certamente não se pode mudar o gráfico da criminalidade, nem em Parauapebas ou qualquer outro lugar do mundo enquanto tratarmos bandidos como gente de bem.
Direitos humanos só se aplicam a “Seres Humanos”.     

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