11 de fev. de 2012

Nova diretoria da AICOP é empossada

Nova diretoria

Em uma solenidade que contou com a presença de autoridades de vários segmentos, a nova diretoria da AICOP (Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas) foi empossada na noite de ontem, 11, sábado.
Os membros da diretoria foram eleitos no dia 29 de outubro, e tem como presidente o radialista Laércio de Castro Penha, eleito para um mandato de dois anos.
Laércio de Castro sucederá o jornalista Waldyr Silva, que há quatro anos comanda a entidade.
Demais diretores - Os demais diretores integrantes da chapa vencedora são Bariloche Silva, vice presidente;  Francesco Costa, primeiro-secretário; Elane Soares da Silva, segundo-secretário; Line Cássia Costa Godinho Santos, primeiro-tesoureiro; e Ozeias Fernandes da Silva, segundo-tesoureiro. No Conselho Fiscal, Rui Guilherme Santos Oliveira, Marcel Nogueira dos Santos e Frank James.
Propostas - A nova diretoria tem como plano de governo para os próximos dois anos, dentre estas a aquisição de lote para a construção de sede social da Aicop, celebração de convênios de saúde com hospitais, clínicas e odontológicas para os profissionais de imprensa e seus dependentes; descontos em farmácias, transporte coletivo e clubes; assessoria jurídica para defender os profissionais de imprensa; e realização de encontros regulares para debater problemas da categoria referente ao relacionamento com os veículos de comunicação e a comunidade.
A nova diretoria se propõe ainda a inserção de membros da Aicop nos conselhos municipais diversos, realização de cursos de qualificação e reciclagem para os profissionais de imprensa, além de cursos profissionalizantes para seus dependentes a serem ministrados na sede da entidade; criação de campeonatos e eventos que promovam a integração regional da categoria, tanto com profissionais de comunicação quanto com o meio político e social; estimular a filiação dos veículos a entidades nacionais como, por exemplo, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), cujo ganho para os profissionais de imprensa é o reconhecimento no âmbito nacional; e equalizar piso salarial da categoria de acordo com o potencial do veículo e a função do profissional.
Discurso – Após os discursos das autoridades presentes foi a vez do então presidente, Waldyr Silva, fazer sua prestação de contas e falar das realizações feitas durante os quatro anos na gestão da entidade. E foi seguido pelo novo presidente, Laércio de Castro, que falou de seus planos para a entidade.
Por último discursou o primeiro secretário, jornalista Francesco Costa.
Confira o discurso:
Autoridades que compõem a mesa, senhores convidados, companheiros de empresa, boa noite.
Delegado Miranda, lamentei muito o fato de não poder estar presente na entrega da Sala de imprensa à AICOP, atitude louvável de vossa senhoria, que espero ser seguida por delegados e diretores de outras seccionais.
Vi nesta atitude um importante passo dado na direção correta.
Lembro-me que não faz muitos anos que o poder militar e policial cerceava a imprensa de levar ao povo as informações necessárias e hoje o que se vê é o contrário: a polícia dando espaço e logística para que a imprensa desenvolva bem suas funções.
Estamos vivendo um momento em que as ditaduras caem muito afora, poderes são ocupados por pessoas de nova mentalidade e a imprensa, sem dúvida alguma, tem participação incontestável em tudo isto.
A imprensa tem também contribuído para o desfecho de muitos crimes e a apuração de importantes denúncias.
Exemplo claro, e ainda recente, em Parauapebas, o caso Ana Karina cuja família, da vitimada, não tem influência social e seu poder financeiro é bem inferior ao do principal então acusado, hoje réu no processo, cenário perfeito para o descaso, mas mesmo assim graças à persistência da imprensa o caso foi desvendado e os réus confessos estão na cadeia.
E não é de hoje que a imprensa tem contribuído e sido reconhecida mundo afora. Houve certo personagem político, um dos mais importantes e valentes da história, apesar de sua pequena estatura, talvez fosse ainda, fisicamente, menor do que eu, dominou muitos continentes, subjugou nações, fez e aconteceu, mas se curvou diante da imprensa deixando a seguinte frase: “Três jornais metem-me mais medo que 10 mil baionetas”.
Ele parece que já previa que a força da imprensa, anos depois, derrubaria ditadores como ele. 
Mas, o motivo que nos trouxe aqui, hoje, é de uma nobreza ímpar e de um significado inigualável; afinal estamos presenciando um momento em que uma diretoria que, após muita dedicação, deram importantes passos rumo a seus objetivos, se despede. Agora estamos no momento de um novo início a conclusão de uma etapa importante e o galgar de mais um degrau.
Afinal a vida é dividida em etapas e feita de desafios. Que a diretoria, que hora se despede, considere que a vida é como um quebra cabeças e que agora vocês acabaram de encaixar mais uma peça. 
Que nós da diretoria, hora empossada, lembremos que esta é apenas mais uma peça e que muitas deverão ser colocadas para dar forma a nossos sonhos que certamente estão sempre à nossa frente.
Esta noite não é apenas uma noite de posse, um instante de despedida, o encerramento de uma missão. Espero que o conhecimento das novas responsabilidades, que por causa desta eleição nos aguardam, nos dê a convicção de que estamos vivendo mais um início e que esta vitória não dá por encerrada a nossa luta, pois o que até agora demos ao Brasil não constitui ainda o mínimo do que ele está a exigir de cada um de nós.
Teremos que voltar aos nossos projetos e trabalhar – reunindo certamente, a novos homens dos mais diversos segmentos e gerações, sem nunca perder de vista, contudo, que é preciso lutar, mais e mais, para que todos, sendo dignos do Brasil, possam vencer as dificuldades que impedem que a nossa caminhada para o desenvolvimento seja no ritmo desejado e necessário.
Numa hora como esta, não há, portanto, encerramento e nem despedidas. Afinal não pertencemos àquela geração que o poeta Fernando Pessoa classificou como “raça do fim, limite espiritual da hora morta, que vive a negação, o descontentamento e o desconsolo”. Não podemos consentir que nossos semelhantes assistam o triunfo das nulidades - e para lembrar Rui Barbosa - que “o homem continue a ter vergonha de ser honesto”.
Ao mundo todos viemos para lutar! E espero que lutem - hoje entrincheirados nas redações e estúdios, e amanhã na linha de frente das responsabilidades que a profissão nos entregar. Inspirados por Deus lutem todos, cada um com sua força de trabalho, pelo progresso; pela Justiça e pela Paz, para que possa todos aguardar o futuro confiadamente e que nele não murchem as flores da nossa crença!
O que Roosevelt disse ao seu Povo, o que Kennedy repetiu um dia na Costa Rica, eu creio que também posso dizer agora a todos:
- Esta geração, a nossa geração, tem um encontro marcado com o destino. Confio em que todos vós compareceis a esse encontro.
Valdir Silva, quero externar publicamente minha admiração por vossa pessoa e ainda pelo brioso e brilhante profissional que és. Lamento não ter contribuído o suficiente contigo durante o tempo que passou na presidência da AICOP.
Decharles Damascena, e demais membros da diretoria que hoje deixou o posto, que vossos acertos nos sirvam de exemplo, e vossos erros sejam reciclados e dê vida às ações que doravante faremos.
Sempre lhes consultaremos, com a humildade de quem quer aprender com quem já percorreu este tortuoso caminho, tendo nas costas o pesado fardo de lidar com os mais diversos comportamentos dos companheiros da comunicação.
Laércio de Castro, meu presidente, conte comigo no que precisar nesta nova empreitada.
Desejo a você e a todos os membros desta diretoria hora empossada sabedoria e humildade, ingredientes indispensável para alcançarmos o sucesso almejado.     

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